Sobre o Bambu

O Bambu
Produção de Bambu
Rizomas
Colmos
Galhos
Floração
Plantio
Colheita e Poda (Manejo)
Controle de Bambu Invasivo (Alastrante)


O bambu é uma planta que oferece muitas vantagens econômicas:

  1. Rápido crescimento
    O amadurecimento de um bambu acontece em três a quatro anos, mais rápido que a mais rápida árvore. A partir do terceiro ou quarto ano já se pode colher colmos e brotos. A média de produção de biomassa num bambual é de 10 toneladas por hectare
  2. Facilidade de plantio estabelecimento, manutenção e colheita
    O bambu não exige técnicas complexas para o seu estabelecimento. A colheita fortalece o bambual e é feita com instrumentos manuais. O transporte é facilitado pelo seu peso leve em comparação às madeiras.
  3. Utilidades adaptáveis
    O bambu tem várias aplicações. Pode ser utilizado como combustível, papel, material de construção, alimento, etc…
  4. Fins ecológicos
    O bambu é um material que pode substituir a madeira em diversos aspectos e com isso diminuir o impacto ambiental através do desflorestamento. Também pode ser usado para reduzir a erosão do solo.
  5. Inserção cultural
    Cerca de um bilhão de pessoas moram em casas de bambu no mundo. Muitas culturas utilizam o bambu em muitos aspectos da vida, música, cerimônias, alimentação, etc…


Produção de bambu
A forma de reprodução de bambu é geralmente com métodos de propagação vegetativa. O bambu é uma planta muito resistente, podendo ser recuperado após um mau ano ou uma má estação. A planta rebrota depois de incêndios. A estrutura do bambu consiste no sistema subterrâneo de rizomas, os colmos e os galhos.


Rizomas
Os rizomas são caules subterrâneos que crescem, reproduzem-se e afastam-se do bambu, permitindo a colonização de novo território. A cada ano novos colmos (brotos) crescem dos rizomas para formar as partes aéreas da planta. Rizomas de 3 anos ou mais não dão mais brotos. Esses rizomas estão geralmente tão compactados que o solo abaixo do bambu aparenta estar cheio deles. Eles formam um tufo similar às gramas ordinárias, e podem variar em profundidade, dependendo da espécie e condições de crescimento, contudo muitas vezes abaixo de um metro.”

Estrutura do Bambu

Estrutura Subterrânea do Bambu


Colmos
Os colmos são a parte que mais facilmente distingue uma espécie de outra, por terem tamanhos, diâmetros, cores e texturas diferenciadas. São na maioria ocos, mas existem exceções.
Na fase inicial de crescimento do colmo observam-se as maiores velocidades de crescimento do reino vegetal, com algumas espécies gigantes crescendo até 40 cm em apenas 24 horas.
As folhas caulinares protegem os entrenós até a parte essencial do crescimento ter se completado, então secam e caem.

Colmos e Galhos

Colmos e Galhos


Galhos
Os galhos se desenvolvem a partir das gemas existentes nos nós dos colmos. Os galhos podem começar a se desenvolver do tôpo para baixo, ou vice-versa, dependendo da espécie. Quando há falta de luz, os galhos inferiores podem não se desenvolver propriamente.
Existe um número habitual de galhos em uma dada espécie, o que contribui para facilitar a identificação.

Florescência de Bambusa Tuldoides

Florescência de Bambusa Tuldoides

Semente de Bambu

Semente de Bambu

Floração
O bambu não possui um ciclo anual de floração. Na verdade a floração do bambu ainda é um mistério para os botânicos. Podem ocorrer em longos períodos de 10, 50 ou até 100 anos.
A floração de um bambu é um evento não apenas misterioso, mas muitas vezes fatal para o próprio bambu. Este fato decorre do desvio de toda a atenção e esforço da planta para o florescimento, retirando as reservas contidas nos rizomas. A planta pára de produzir folhas, e pode vir a desgastar-se até a morte.


Plantio
Para se estabelecer um plantio com sucesso devemos primeiro escolher a espécie adequada, a hora adequada e o local adequado (e certas vezes a finalidade adequada). É sempre bom lembrar que os bambus temperados são mais aptos ao frio (no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina costuma até nevar), enquanto os tropicais se adaptam muito bem ao clima geral do resto do país, além de existirem exceções para os dois casos. Ter um local aberto e próximo a uma fonte de água ajuda o bambu a espalhar-se mais rapidamente. Os bambus previnem o solo de tornar-se seco, plantados numa encosta inclinada ou nas margens de rio agregam resistência ao solo contra erosões e terremotos. A melhor época para se plantar o bambu é depois do inverno, no momento de aparecimento de novos brotos, pois eles terão tempo até o próximo inverno de reservar energia e nutrientes. Uma touceira ou floresta demora de dez a quinze anos para atingir a maturidade, ou seja, ter colmos grandes e resistentes.

Para se obter um efeito estético numa intervenção paisagística devemos escolher a espécie com a altura desejada e uma cor agradável. Um jardim de bambu produz sombra, dá alguma proteção ao vento e à chuva, e produz sons agradáveis durante a brisa.

Para se obter bom material de construção escolhemos os bambus resistentes e de médio a grande porte. As espécies do gênero Phyllostachys são as mais comumente utilizadas em construção no mundo. O mais comum é o Phyllostachys aurea, conhecido como bambu-mirim, forte e resistente a pragas, que no Brasil ocorre em grande número, portanto uma grande fonte de mudas. Os especialistas garantem que o P. Aurea não cresce grande no Brasil por ser de um gênero temperado, porém isto é polêmico. O Phyllostachys pubescens, conhecido como Moso, é o preferido para fazer laminados de bambu (Plyboo), além de construções gerais. Com este bambu, contudo, deve-se tomar cuidado com rachaduras, por ser muito rígido. Ele é de médio a grande porte. O Phyllostachys bambusoides é outro bastante utilizado no exterior. Aqui no Brasil existem muitas plantações de Dendrocalamus asper, um bambu tropical e de porte bem grande. Este gênero, Dendrocalamus, possue os maiores bambus. O da espécie asper é resistente e absorve muito bem a compressão, sendo muito útil para construção em geral, porém sendo afetado por insetos. O gênero Guadua afirmam ser o melhor bambu para construçào do mundo. Ele tem paredes espessas e ótima resistência, sendo o material de casas centenárias na colômbia. Existem espécies de Guadua nativas do Brasil como o tagoara, mas o angustifolia adapta-se bem ao nosso clima, e não deve ser menosprezado.

Para se obter colheitas de brotos de bambu podem se utilizar o bambu comum, Bambusa vulgaris, porém dizem ser um pouco amargo. O Bambusa arundinacea tem seus brotos comestíveis, além de produzir muitas sementes também comestíveis. O Dendrocalamus asper é um dos favoritos na Tailândia.


Colheita e Poda (Manejo)
O bambu deve ser cortado sempre após o primeiro nó para evitar que o rizoma apodreça. E não deve exceder muito 30 cms do chão. Pode-se usar machado (no caso dos gigantes), facão ou serras para colher o colmo. É importante fazer um corte seco e preciso, pois um bambu rasgado tem mais entradas para fungos e insetos.
Um grupo de bambus tem indivíduos de várias idades. Aqueles com mais de 7 anos de idade devem ser removidos para que a energia do grupo se direcione para os novos brotos e colmos. Eles podem ser TODOS removidos sem problemas. Os bambus podres e secos devem ser removidos. Não se deve nunca retirar mais que 80 por cento de um grupo de bambus, pois isto abala muito a planta. Deve-se sempre deixar alguns bambus maduros em áreas espalhadas do grupo, pois são eles que fornecem nutrientes para os mais jovens.
A melhor época para coletar brotos é pouco tempo após o seu aparecimento. A época para obter colmos resistentes é no inverno.


Controle de Bambu Invasivo (Alastrante)
Os bambus de rizomas leptomorfos são invasivos. Estendem seus rizomas por muitos metros linearmente e por isso são chamados também de alastrantes. Então acabam tomando conta de terrenos abandonados, ou aparecendo por debaixo de um muro. A mesma razão que leva o bambu a ser usado para contenção de encosta, o endurecimento do solo, frustra muitas tentativas de controle. O bambu não pode apenas ser cortado. Deve-se cortar os culmos invasores, podendo regar para forçar um apodrecimento dos rizomas. E torna-se a cortar os novos colmos insistentes. Pode-se cortar os rizomas, cavando e usando uma pá como ferramenta de corte.
Uma forma de controle preventivo é o estabelecimento de barreiras físicas enterradas, que impedem a passagem do rizoma. Placas de plástico, alumínio podem servir, mas é importante lembrar que o rizoma de um bambu pode ser BEM agressivo e furar barreiras.

Informação e ilustrações do site web: www.bambubrasileiro.com

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