Bem vindo ao Plante Bambu...

Estufa de Bambu

Publicado por AriLB em 17/07/2010

A primeira Estufa de Bambu para o cultivo de hortaliças, inédita no País foi apresentada pelo Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) ao governador Roberto Requião. Entusiasmado com o projeto, o governador anunciou a possibilidade de levar essa tecnologia, de baixo custo e sem impacto ambiental, para as pequenas propriedades da agricultura familiar em todo o Paraná.

“Em dois ou três anos, essa tecnologia deverá estar acessível no Paraná inteiro”, afirmou Requião.

Estufa de Bambu CPRA

Estufa de Bambu CPRA

A estrutura da nova estufa tem um custo de 10% do valor da convencional, com estrutura de PVC ou metálica. Enquanto uma estufa convencional, de cerca 84 metros quadrados custa cerca de R$ 8 mil, a estufa de bambu fica em R$ 800,00, incluindo o plástico, informou Airton Brisolla, diretor-presidente do CPRA.

A estufa de bambu foi desenvolvida pelo professor e especialista paraguaio Guilhermo Gayo, do Takuara Renda, com a contribuição dos alunos dos 17 colégios agrícolas de todo o Estado.

Para o governador, uma construção singela como a estufa de bambu representa a viabilidade econômica da agricultura familiar, que pode ampliar a produtividade e lucratividade de verduras e legumes. Requião disse que viu exemplos simples e eficientes assim na China onde um batedor de bambu com uma hélice circular de propulsão e um motor elétrico acoplado fazia a oxigenação dos rios e lagos tão bem quanto uma estrutura semelhante fabricada com metais.

“O processo moderno é associar o simples ao modelo eficiente e barato”, disse Requião. “Parece simples, mas o significado de uma estufa como essa é grande porque representa a independência do agricultor”, acrescentou. Com a estufa de bambu, os agricultores familiares não ficam dependentes das empresas fabricantes para manutenção das estruturas. O bambu é encontrado na propriedade, é resistente e suporta peso de até 18 toneladas.

Com essa tecnologia, o Paraná avança na prática da agricultura orgânica e do desenvolvimento sustentável, disse Bianchini. Para o secretário, a utilização do bambu, um insumo disponível na propriedade, é uma das principais características da agricultura moderna e agroecológica, onde os insumos devem ser reciclados pelo próprio produtor.

Segundo Bianchini, dos 4.800 agricultores orgânicos no Paraná, “cerca de dois mil produtores, que cultivam hortaliças e frutas, serão beneficiados com essa tecnologia”, prevê.

Para o secretário Rasca, o produtor tem que fazer sua opção. “Se quiser agregar valor à sua produção e manter conservado o meio ambiente, ele precisa aderir a tecnologias inovadoras e acessíveis como essa estufa com estrutura de bambu. São soluções inteligentes, que permitem a geração de renda para o agricultor a custo baixo, mas que também protege o meio ambiente. É isso que precisamos”, destacou.

Para o produtor responsável pela horta do CPRA, José Luiz Araújo, a estufa de bambu é tão eficiente na proteção dos cultivos de frutas, hortaliças e legumes quanto a estufa convencional. “Aqui cultivamos brócolis, repolho, couve chinesa, abobrinha, pepino, tudo orgânico e da melhor qualidade, sem nenhuma aplicação de produto químico”, disse o agricultor.

Para o download do projeto da Estufa de Bambu criada pelo CPRA clique AQUI

Matéria original: Bem Paraná

Bambu na TV – Programa Mosaico

Publicado por AriLB em 14/07/2010

Foi ao ar no último domingo, 11 de julho de 2010 às 23:30 pela TVBV em Florianópolis, o programa Mosaico.

O programa todo foi dedicado ao bambu e nele foram entrevistados Marcos Marques e Hans-Jürgen Kleine, da BambuSC, os artesãos Rodrigo Primavera e Gilmar Telles, o arquiteto Paulo Foggiato, da Oré Brasil, o designer industrial Bruno de Araújo e o Prof Carlos Alberto Szucs, da UFSC.

As entrevistas foram gravadas durante os meses de junho e julho e foram apresentadas em três blocos, que totalizaram 23 minutos. Assista abaixo aos três blocos do programa.

Curso sobre Tratamento do Bambu

Publicado por AriLB em 9/07/2010

Segundo Seminário da Rede Brasileira do Bambu

Publicado por AriLB em 17/06/2010

Mensagem recebida da comissão organizadora do evento:

Comunicamos a realização do Segundo Seminário da Rede Brasileira do Bambu – RBB:
consolidação e perspectivas, em Rio Branco – Acre.

O evento está previsto para os dias 25, 26 e 27 de agosto do corrente ano.

Entre outros, são objetivos do evento:

  • tornar pública e avaliar as pesquisas do Edital MCT/CNPq/CT-Agro 25/2008;
  • lançar nacionalmente a Redebambu/BR;
  • fortalecer os laços das pesquisas e demais trabalhos técnico-profissionais do bambu com os setores sociais e produtivos; e
  • dar continuidade à operacionalização da Rede.

O Seminário é promovido pela Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia – SEPED/MCT com a coordenação do CNPq/MCT. Entretanto, sua execução ficará por conta da Universidade de Brasília – UnB com o apoio da EMBRAPA/AC, da FUNTAC/Governo do Acre e do SEBRAE/AC.

O Seminário seguirá idêntico formato àquele realizado em 2006, Brasília DF, quando da criação da RBB. Serão editados os Anais com trabalhos científicos, culturais e técnico-profissionais a serem selecionados pelo Comitê Científico.

Enviaremos brevemente as diretrizes e as datas para a submissão de trabalhos.

O evento contará ainda com três novas seções:

  • amostra de cartazes (“posters”) sobre trabalhos acadêmicos, prático-profissionais e culturais;
  • exposição de tecnologia e produtos de bambu; e
  • apresentação das pesquisas selecionadas naquele Edital.

Esperamos contar com sua participação e adesão a fim de tornar a Rede um espaço de apoio ao desenvolvimento sustentável do Brasil.

O nosso endereço eletrônico (“e-mail”) para contato é seminariobambu@unb.br.

Abaixo seguem os links para envio de trabalhos e cartazes:

Guia para Identificação de Touceiras de Bambu

Publicado por AriLB em 1/06/2010

Uma das formas de se identificar facilmente uma espécie de bambu é pelo formato de sua moita ou touceira.

Nos dois arquivos (pdf) que se seguem é apresentado um Guia para Identificação de Touceiras de Bambu. Neles foram grifados as duas espécies mais comumente encontradas no Brasil: Bambusa tuldoides (guia 1) e Bambusa vulgaris (guia 2).

Como os arquivos têm aproximadamente 900 kbytes, o carregamento das imagens pode ser um pouco demorado. Depois de carregadas, clique nas imagens que elas aparecerão em tamanho grande.

Guia 1Guia 2















Fonte: Bamboo World de Victor Cusack.

Últimas Vagas: Curso sobre cultivo e manejo de Bambu

Publicado por AriLB em 1/06/2010

Restam poucas vagas para o Curso sobre Cultivo e Manejo de Bambu, uma realização da BambuSC e do CCA – Centro de Ciências Agrárias da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Não percam esta oportunidade de conhecerem mais sobre esta maravilhosa gramínea!!

Informações e inscrições com o Hans pelo tel. (48) 3338 2087 ou pelo e-mail hjkleine@floripa.com.br.

Pesquisa sobre cultivo e usos do Bambu

Publicado por AriLB em 31/05/2010

Assistam abaixo uma boa reportagem sobre várias pesquisas que estão sendo desenvolvidas na Universidade de Campo Grande/MS.

As pesquisas estão sendo desenvolvidas dentro do projeto RedeBambu, do CNPq, e abrangem cultivo, tratamento e os diversos usos possíveis para o Bambu.

Prancha de Surf Totalmente Biodegradável

Publicado por AriLB em 24/05/2010

O aluno de Design Industrial do CEART, Bruno Côrrea de Araújo, criou uma prancha de surf ecológica utilizando bambu como matéria-prima. O projeto cria uma opção ligada à preocupação ambiental visto que as pranchas comuns são, em sua maioria, feitas de poliuretano, um plástico que demora séculos para degradar.

O estudo, orientado pelos designers Prof. Douglas Ladik Antunes e Tiago Matulja, foi apresentado por Bruno como Trabalho de Conclusão de Curso e partiu de seu olhar alternativo e ecologicamente responsável que buscou, essencialmente, explorar o não-convencional das técnicas de construção de pranchas.

A banca de avaliação contou com a presença dos orientadores Douglas Ladik e Tiago Matulja (também criador da empresa de pranchas de surf de madeira “A Flora Ecoboards”) e de Mauro De Bonis Almeida Simões (Professor do Departamento de Design CEART/UDESC), e de Orlando Labanis Cardoso de Oliveira (Empresário e Proprietário da Marca H2O Brasil).

Para Bruno, o Surf e seus praticantes tem grande identificação com a natureza e as causas ecológicas e, nesse contexto, um projeto que privilegie a consciência ambiental assume extrema relevância. A prancha, produzida com láminas de bambu e resinas naturais, foi pensada desde sua concepção levando em conta aspectos da tradição do surf, da construção e desenvolvimento de pranchas, o que resultou num produto de alta usabilidade e viabilidade produtiva e econômica. Com o trabalho, também se incita a reflexão sobre o uso de bambu laminado e resinas naturais na concepção e produção de outros produtos, não só em pranchas de surf.

Para saber mais sobre o projeto, clique no seguinte link: FloraSurfBoards

Natural, sim. Sustentável, nem sempre…

Publicado por AriLB em 20/05/2010

Cuidado: camisetas, cosméticos e utensílios vendidos como ‘verdes’ podem ser ecológicos só na embalagem

Alice Lobo – especial para O Estado de S. Paulo. Matéria original em: Estadão

A palavra natural é muitas vezes usada para induzir o consumidor a pensar que um determinado produto é sustentável, ecológico ou ainda benéfico para a saúde. Mas esse termo não significa nada além de algo que seja proveniente da natureza, mesmo que tenha sido extraído de forma predatória ao ecossistema e à saúde humana. Mesmo assim, muitas indústrias baseiam seu marketing em cima desse falso conceito para criar uma imagem simpática à determinado produto.

Lavoura de algodão, considerada mais tóxica do mundo, usa 25% dos agrotóxicos do planeta

Um bom exemplo é o algodão, usado em grande escala pela indústria têxtil e vendido como uma fibra natural ecológica. “A fibra é natural, mas a maneira como ele é cultivado pode ser prejudicial ao meio ambiente”, explica Tais Aline Remunhão, professora de tecnologia Têxtil da Faculdade Santa Marcelina.

Segundo a Fundação Justiça Ambiental (EJF na sigla em inglês), essa lavoura é considerada a mais tóxica do mundo, pois representa 2,4% de áreas cultivadas e utiliza 25% dos pesticidas e agrotóxicos aplicados em todo o planeta. Os pesticidas envenenam até 5 milhões de agricultores por ano, hospitalizam 1 milhão e matam 20 mil.

“Para cada camiseta de algodão que pesa 250 gramas são usados 160 gramas de agrotóxicos”, diz Taís. Outro ponto negativo no cultivo de algodão é seu alto consumo de água na irrigação: para cada botão da planta são necessários mais de 2,5 litros.

Segundo ela, em países quentes como o Brasil, o algodão é muito usado pois dá conforto e permite a respiração do corpo. E este bem-estar é muitas vezes vendido como ecológico.

Mas a verdadeira cultura sustentável do algodão é a orgânica, sem o uso de agrotóxicos ou pesticidas. Em 2009, esse tipo de produção cresceu 20%, segundo a Organic Exchange, associação internacional de algodão orgânico. No entanto, esse volume representa apenas 0,76% da produção mundial.

Bambu

Outra matéria-prima que induz o consumidor ao erro no setor têxtil é o bambu. O que muitas malharias chamam de tecido de bambu simplesmente não existe. Ele nada mais é do que uma viscose que usa, entre outras coisas, a fibra celulósica do bambu. “Tecido de bambu é uma fraude. A fibra desta planta tem no máximo 3 milímetros de comprimento e para fazer um tecido é preciso 30 milímetros”, explica Hans-Jürgen Kleine, da diretoria da Associação Catarinense do Bambu. “A fibra é desmanchada com químicos e o processo de construção do tecido é todo sintético.”

Se tecidos de bambu não passam de enganação, pisos e utensílios podem, sim, ser feitos com bambu ecológico. Isso porque seu cultivo é sustentável: não exige adubo, herbicidas e quanto mais se corta, mais cresce. A brasileira Welf, por exemplo, tem artigos para a casa em bambu sustentável. “Não usamos produto químicos e nossa cola é atóxica”, diz o diretor Peter Kirsner.

Maquiagem mineral

Outra confusão frequente é a de que maquiagem mineral é eco-friendly. “Toda maquiagem tem ingredientes minerais. Nas ditas ‘minerais’, o que acontece é a substituição de algumas substâncias, aliada a um marketing de produto natural, que não agride a pele”, explica Monica Gregori, diretora da Natura. “Mas os ativos continuam sendo de alto impacto ambiental, de fontes não renováveis.” A lógica é simples: os minérios um dia vão acabar se continuarem sendo extraídos. Segundo Monica, a Natura procura substituir minerais por ativos vegetais, como o maracujá.

Há ainda cosméticos ditos naturais que usam apenas uma pequena porcentagem de ingredientes de origem vegetal, mineral ou animal. E ainda assim a maioria não é cultivada de maneira sustentável.

Fitoterápicos

Remédios naturais também são fonte de confusão entre os consumidores. Nem todas as fórmulas contém ingredientes orgânicos e sustentáveis, como muitos acreditam. “Estamos verificando não somente a maneira como os fitoterápicos são produzidos, mas também focamos na responsabilidade pelo uso e exploração da biodiversidade”, diz Tom Vidal, gerente comercial da IBD, empresa que faz inspeções sobre matéria-prima natural no Brasil.

A Weleda é um dos poucos exemplos no Brasil que utiliza 100% de matérias-primas naturais em seus produtos, manejados de forma orgânica ou biodinâmica e seguindo os princípios do comércio justo. Além de serem utilizados para os cosméticos, também servem de insumo para seus remédios naturais.

E é aí que o consumidor pode se empolgar e ter problemas. “O fato de o remédio ser natural não significa que não tenha alta concentração de um ingrediente ativo”, explica Walter Büssem, gerente da Weleda.

“O principal pecado é não ler a bula. Há quem tome ginseng por longos períodos, mesmo estando escrito que ele não deve ser ingerido por mais de três meses, já que pode afinar o sangue e causar outros problemas”, diz Büssem.

Curso sobre cultivo e manejo de Bambu

Publicado por AriLB em 20/05/2010

A Associação Catarinense do Bambu, em parceria com o Centro de Ciências Agrárias da UFSC, comunica que estão abertas as inscrições ao novo curso sobre cultivo e manejo de bambu.

Data: 12/06/10 (sábado)
Horário: das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00

Local: Fazenda Experimental da Ressacada – UFSC, situada na Rua José Olímpio da Silva, 1326 no bairro Tapera, Florianópolis/SC

Instrutor: eng. florestal Thiago M. Greco (BambuSC)

Programa:
Módulo teórico (4 horas):
Importância e usos
Características gerais dos bambus
Produção de mudas
Cultivo de bambus
Manejo do bambu

Módulo prático (4 horas):
Taxonomia e identificação das espécies do local
Produção de mudas (principais técnicas de propagação)
Plantio
Colheita

Valor do investimento: R$100,00 (Desconto para alunos da UFSC e membros da BambuSC)

Limite de vagas: 30 participantes

Esse curso tem como um de seus objetivos a implantação do primeiro bambuseto de Santa Catarina.

Informações e inscrições: tel. (48) 3338 2087 (BambuSC) ou pelo e-mail hjkleine@floripa.com.br

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